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30.8.16

Foi lá tão longe… Who cares?

Dica (375)




«Todos os intervenientes desempenham papéis que não representam as suas reais intenções ou ignoram práticas passadas.» 
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30.08.1999. Referendo em Timor Leste



Foi em 30 de Agosto de 1999 que se realizou o Referendo em que 78,5% dos eleitores se pronunciaram a favor da independência de Timor Leste. Quase três anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, viria a nascer a primeira nova Nação deste milénio: Timor Lorosa’e.

A história recente é conhecida, mas vale talvez a pena recordar tempos passados e revisitá-los no Arquivo e Museu da Resistência Timorense - que tem uma belíssima página na net.

A ler este texto de Diana Andringa: Timor: o referendo foi há dez anos
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Heranças presidenciais?

Zeus e a Europa



«Quando Zeus, o grande deus do Olimpo, viu a jovem Europa apaixonou-se à primeira vista. Para evitar a fúria da sua ciumenta mulher, Hera, Zeus transformou-se num touro branco. Seduziu Europa de forma brutal e assim nasceria Minos, o futuro rei de Creta.

Europa haveria de dar o nome a um continente. Mas, no fundo, os pecados nunca desapareceram: engano, rapto e violação. A origem e o destino da Europa nunca conseguirão ser apagados. Talvez por isso Bruxelas, capital de uma Bélgica que foi o cemitério de todos os sonhos e pesadelos da Europa, de Waterloo às Ardenas, seja hoje a sede da UE. O problema de Portugal é que se colocou nas mãos desta Europa. Foi agradável quando o sol prometido era belo. É desastroso quando sopra o vento das tempestades. E, claro, o Governo de António Costa não é Zeus para seduzir esta frugal Europa. É por isso que nenhum druida nacional, especialmente os do BE ou do PCP, poderá vaticinar o fim da austeridade. Ela vai continuar porque Bruxelas assim o determina.

É isso que permite a Passos Coelho, num dos seus poucos momentos de clarividência, dizer que o seu Governo gastou mais em investimento público do que o actual que se diz de esquerdas. É muito deprimente ter de governar sem dinheiro, mas Portugal já não manda na máquina que faz moedas. É óbvio que o OE de 2017, com mais ou menos ameaças à esquerda, será aprovado. BE e PCP não vão avançar para uma guerra de trincheiras que, inevitavelmente, perderiam. Mas o convívio de Zeus com a Europa não conseguirá manter-se para sempre. O que pede Bruxelas não é, a prazo, possível de conciliar com a necessidade de acalmar Arménio Carlos. As linhas vermelhas anunciadas por Catarina Martins serão ainda passadeiras vermelhas para António Costa palmilhar nos próximos meses, com algumas cedências folclóricas para animar as hostes. Por outro lado, à direita, Passos e Cristas ainda não sustentam alguma alternativa credível. É neste labirinto que o país vai caminhar nos próximos meses.»

29.8.16

Chico, sempre do lado certo



Discurso de Dilma Rousseff no Senado Federal:



Ou texto AQUI.
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Dica (374)




«The Turkish advance into northern Syria marks a turning point in the Syrian conflict. Its nominal target was Islamic State, but with large powers reconsidering their alliances in the region, the Kurds stand to lose the most.» 
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O dr. Passos e o investimento



Nicolau Santos, Expresso diário, 29.08.2016, excertos:

 ... (...)

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Efeitos da globalização


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Mudam-se os tempos, pioram as vontades




Cairo, 1953 
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Dilma Rousseff e a busca da moral perdida



«O julgamento de Dilma Rousseff pelo Senado Brasileiro vai ser uma novela com poucos episódios.

Até porque Michel Temer quer uma decisão rápida, para poder ser presidente até 2018. A deputada do PT, Gleisi Hoffmann, recordando que 60% dos parlamentares brasileiros respondem em processos, perguntou: "Qual é a moral que tem os senadores aqui para dizer que ela é culpada, para cassar? Quero saber. Qual é a moral que vocês têm?" Ninguém respondeu. Olhando para o panorama, Juan Arias, no "El País/Brasil", escreve: "Seria necessário perguntar-se no que Dilma Rousseff acabou tropeçando politicamente, já que existe um consenso geral quanto a sua honestidade pessoal.". E acrescenta: "Não acredito no axioma de que as sociedades têm os governos que merecem. Pelo menos nem sempre é assim. Na verdade, quando se enganam costumam ter força para reagir." Para Temer, as coisas também não estão fáceis. Uma sondagem de popularidade em 22 cidades brasileiras indica que ele tem saldo negativo em todas. O que leva José Roberto de Toledo, no "Estado de S. Paulo" a questionar: "Michel Temer deve manter-se longe da política local - dos palanques, ao menos. O presidente em exercício anunciou que não fará campanha nas eleições municipais. Foi uma decisão esperta."

Já Alex Ferraz, na "Tribuna da Bahia", mostra o desassossego: "Eis aí, caros leitores, o quadro perfeito da sua programação televisiva pós-Olimpíada. Em vez de atletas, medalhas, pódio etc., voltaremos a ver na telinha parlamentares, mais especificamente senadores, fazendo todo o possível para aparecer o máximo possível, o que é muito importante para eles, notadamente em tempo de campanha eleitoral, pois com isso alguns podem ganhar mais força na defesa de seus candidatos municipais. (…) Será um grande 'show' com a maior parte dos seus protagonistas, seja de que lado for, vista com absoluta desconfiança pela opinião pública."»

28.8.16

E já lá vão 6 anos!


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Houve uma revolução e ninguém me disse nada?




Sem emenda possível!
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Dica (373)




«É uma opinião, mas não é uma opinião qualquer. O vice-chanceler alemão e ministro da Economia, Sigmar Gabriel, diz que as negociações entre os EUA e a União Europeia falharam, mas ninguém o admite.» 
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Burquinis, ainda




O Ocidente – e, neste caso, especialmente a França – meteram-se num enorme imbróglio. Claro que não se deve proibir o uso de burquinis porque os problemas estão bem a montante.

Por exemplo, estive recentemente em países muçulmanos em que, aos imãs da Arábia Saudita, é pura e simplesmente proibido abrir a boca (ou mesmo entrar no país). Em França e na Bélgica é o que se sabe, sempre em nome da liberdade religiosa. Isto vai acabar muito mal! 
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Memória dos que não sobram



«Durão Barroso, Maria Luís Albuquerque, Paulo Portas, Vítor Gaspar, Carlos Moedas, outros mais, serviram quem entenderam dever servir, e foram à vida. Quero dizer: ajeitaram melhor o seu pessoal caminho. (…)

Todos estes acontecimentos são deploráveis pelo que revelam de ócio mentiroso. Quando do 25 de Abril, as pessoas, na generalidade cansadas do fascismo beato, irmanaram-se para proceder a uma alteração histórica nos destinos da pátria. Foi quando a revolução desceu à rua, e aqueles que a não assistiram perderam um dos momentos cruciais da história pátria. Houve democratas instantâneos como o pudim flan, e outros, atemorizados com o desenrolar as coisas, que fugiram para o Brasil, lá permaneceram até que a poeira deixou de estremecer as consciências e tudo voltou quase à mesma. O movimento das coisas fez revolutear muitas consciências, e democratas instantâneos como o pudim flan surgiram do lodo para construir o seu pessoal destino. (…) Sei muito bem que os que ficam são tidos como marginais, gente antiga e fora do contexto. E, acaso, todas estas acusações sejam verdadeiras. Mas vejo essa população ainda imensa, que se sujeitou a acreditar nos sonhos, e sinto que ela tem a razão que alimenta a vida e constrói os ideais possíveis.

É lógico que as coisas mudaram, e mudam substancialmente cada dia que passa. E sei que, para muita gente, é difícil adaptar-se a estas normas novas, recuperadas de tradições antigas. Com certa emoção (confesso), sigo as travessias, os gritos e ainda as esperanças desses meus compatriotas. No contexto político mais alargado de todo o mundo, essa gente ainda é aquilo que resta, o que sobra do que ficou dos sonhos antigos. E todos nós sobrevivemos.»

27.8.16

A democracia não paga imposto



Expresso, 27.08.2016:


Numa outra notícia, o Expresso afirma que o PCP é a favor da isenção de IMI para os partidos políticos e que o Bloco é contra. 
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Dica (372)




 «A year has passed since the dramatic decision by Angela Merkel to take in hundreds of thousands of Syrian refugees. What drove her to make the decision and what price will the country pay for it? A look back at 14 days that changed German history.» 
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Dilemas


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O dilema da social-democracia



«Depois do Brexit, os três mosqueteiros da Europa reuniram-se a bordo do porta-aviões italiano Garibaldi e garantiram que a Europa está para durar.

Ou melhor, que a União Europeia vai dar um salto qualitativo. De boas intenções está a Europa cheia como se sabe. E por isso o Brexit não foi uma obra do acaso. Nem é a crise continuada que a mistura do euro e da austeridade cega vai alimentando, nascendo da sua mágica poção novos nacionalismos, velhas xenofobias e muito desdém por Bruxelas.

O dinheiro europeu vai servindo para afagar as lágrimas de raiva, mas um dia ele não chegará. A intromissão da UE na soberania dos países é assombrosa e humilhante. Tudo, claro, em nome dos sacrossantos interesses da Alemanha, que vão gerindo a seu prazer a inação do sul e de uma França que vive uma espiral de parolice política nunca vista. Mas o que é mais evidente é que o modelo social-democrata e democrata-cristão de Estado social que vigorou desde a II Guerra Mundial está a terminar. (…)

Há poucos dias, no Financial Times, Tony Barber escrevia um estimulante texto sobre a agonia do centro-esquerda na Europa. Recorda que no virar do século a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha e a Itália tinham governos de centro-esquerda e que essa maioria eclipsou-se. A desintegração do sistema de dois partidos que se sucediam no poder está em colapso, mas isso está a afectar sobretudo a esquerda e não a direita. Como escreve, a "terceira via" trouxe "políticas para os dias de sol e não para as tempestades de hoje". Aponta o dedo: desemprego viral, níveis de vida a estagnar ou a decrescer, cortes nos gastos públicos e, nalguns casos, a ajuda pública para salvar bancos com dinheiro dos contribuintes, aumentaram o descontentamento dos cidadãos.

Na maioria dos casos foram governos à esquerda que implementaram estas acções. As normas asfixiantes da UE ajudaram a essa desconfiança dos votantes à esquerda que se estilhaçaram em grupos mais pequenos, mas mais persuasivos em termos de ideias. (…)

O PS vive um dilema, como os seus colegas europeus: a social-democracia ou renasce ou fica insolvente.»

26.8.16

Dica (371)




«O ministro das Migrações aproveitou para alertar os jornalistas para as consequências de um eventual colapso do acordo assinado entre a União Europeia e a Turquia, que permitiu estancar a chegada de refugiados às costas das ilhas gregas.
Caso o acordo seja anulado, na sequência do aumento da tensão política após a tentativa falhada de golpe de estado na Turquia, a Grécia pode vir a ter de acolher mais 180 mil refugiados a juntar aos quase 60 mil hoje presentes em campos de refugiados e que não conseguem sair do país devido ao fecho da fronteira terrestre.» 
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Humor ácido


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Também tu, Noruega!




Para além de tudo o resto, a Europa vai pagar isto tão caro, mas tão caro!
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Mais críticos, mais chatos e com mais lata



«Chegaram ao fim os Jogos Olímpicos do Rio e começaram as críticas dos desportistas de sofá à prestação dos nossos atletas. Um clássico.

Num país onde há tanta gente nos supermercados em fato de treino, custa a aceitar resultados tão fracos. Veja-se Cuba, tem um ditador reformado que anda de fato de treino o dia inteiro, mas teve 11 medalhas. Segundo fontes, que eu inventei (não pode ser só o Marques Mendes), ficámos em quarto lugar dos países onde a prestação dos seus atletas olímpicos é mais criticada. Ou seja, nem a dizer mal chegámos à medalha. Esperava mais destes críticos.

É natural que certas pessoas sintam que ficámos aquém das expectativas. Não nos podemos esquecer de que somos um país habituado a ter gente a ganhar medalhas, como por exemplo, o Ricciardi, o Mexia e o Zeinal Bava (melhor banqueiro da Europa, melhor gestor da Europa, do mundo, etc). Depois de termos gasto 20 mil milhões de euros com banqueiros de topo, 17 milhões, em quatro anos, para atletas olímpicos, são luxos a que não nos podemos dar. (…)

Na realidade, os atletas portugueses são gente com tão pouco espírito competitivo que nem com "doping" são apanhados. A única coisa que tomam é um copo de bagaço para ganhar coragem e ir pedir dinheiro aos pais para poderem ir aos jogos. (…)

Aos que se sentem mais desgostosos com a nossa competitividade olímpica, deixo um conselho, podem sempre doar 0,5% do vosso pagamento de IRS a instituições, e há várias dedicadas ao desenvolvimento desportivo de jovens. Mas, se calhar, dá uma trabalheira ter de preencher o quadro 9 do anexo H do IRS. Não compensa, prefiro queixar-me. Na minha moderada opinião, estou a calmantes, é imoral exigir seja o que for de quem desprezámos durante quatro anos.»

João Quadros

25.8.16

Sismos destruidores


O sismo que abalou Myanmar não provocou muitas vítimas, mas danificou 185 templos de Bagan.

Estive lá há alguns anos, é um conjunto de monumentos único, visitei alguns. Sobretudo, vi-os de cima, dentro de um cesto pendurado num balão e nunca os esquecerei.


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Dica (370)



How To Tame The Populists. (Javier Solana) 

«A victory for populism would indicate that the political classes really have failed their citizens. The victory of the campaign in the United Kingdom to leave the European Union should have jolted all of us from the illusion that we are somehow protected from the risks we see around us. The unthinkable can happen. Populists can win. It is time for national leaders to show that they are paying attention.» 
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Galeano e a libertação de Paris




Eduardo Galeano, Los hijos de los días:

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Há 28 anos foi assim



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Transforma-se o trabalhador na coisa trabalhada, por virtude do muito aldrabar



Ricardo Araújo Pereira, na Visão de hoje, sobre a propósito da situação de certos estagiários:

«Algumas pessoas apressaram-se a comparar o caso com a escravatura, o que é absurdo: os escravos não pagavam para trabalhar. Havia, nos energúmenos esclavagistas do passado, uma decência que falta aos patrões empreendedores do presente. (…)

Talvez seja interessante resumir a vida destes estagiários desde a maioridade: primeiro, sujeitam-se a uma praxe académica para entrar na universidade; depois, suportam uma praxe financeira para entrar no mercado de trabalho.»

Na íntegra AQUI.
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Há 72 anos, a libertação de Paris



Entre 19 e 25 de Agosto de 1944, a libertação de Paris pôs fim a quatro anos de ocupação.

Charles de Gaulle, chefe do Governo Provisório, fez um discurso à população, que ficou célebre e imortalizado em algumas frases: «Paris outragé! Paris brisé! Paris martyrisé! Mais Paris libéré!».





E há também canções «eternas»:




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