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14.2.09

Coimbrãs
















Sonhando com os amores de Salazar, bem antes das lisboetas – sem nenhum cordão humano para proteger o Choupal.

Espelho meu















Anda por aí mais uma e a Cristina passou-ma – uma das tais correntes desta amada blogosfera.

Se bem percebi, devo enumerar seis características da minha pessoa. Já que o tal Twitter me criou hábitos telegráficos, vai assim:

Apressada (sempre)
Ingénua (já fui)
Persistente (dizem que sou)
Espia (gostava de ter sido)
Poeta (nunca serei)
Asas (gostava de ter)

E assim sendo, segue para outros seis: Alex, Rui Almeida, CCF, Jorge C., Francisco Clamote e CS.

Jobim & Sinatra

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13.2.09

Pois, isto não vai ser fácil

«Aparelho do PS com reservas ao casamento 'gay'.»

Gestão da crise







Os espanhóis não brincam em serviço e multiplicam-se as ofertas de aconselhamento deste tipo:

«”El despido objetivo por causas económicas es mucho más barato que cualquier otro tipo de despido. En el peor de los casos, la empresa indemnizará a los despedidos con más de 18 años en la compañía con un año de salario. Además, es muy sencillo de llevar a cabo”, señalan en la web, antes de ofrecer por 59 euros más IVA un informe completo de cómo llevar a cabo el proceso.»

Estas ofertas passam também por um blogue de Recetas Anti-Crisis para empresários.

Mas, em paralelo e como seria de esperar, um pouco por todo o lado, aconselhamento dirigido aos trabalhadores.

É impressão minha ou, por cá, todos se lamentam mas em versão «fado amador»?

(Fonte)

Mais uma vantagem do Twitter

Escapa à censura chinesa.

12.2.09

Numerologia?













O bicentenário de Darwin e de Lincoln deu para tudo, até para que uma numeróloga me explicasse uma série de coisas que eu ignorava e me fizesse ir à procura de mais algumas.

Até à Astrologia ainda fui em tempos, a Grafologia já deu o que tinha a dar porque ninguém escreve à mão, mas há ainda a Numerologia.

Os números terão qualidades místicas que influenciam a nossa vida (e quem sou eu para duvidar...) e uma soma complicada dos algarismos que compõem a nossa data de nascimento é absolutamente fundamental para explicar comportamentos. Se não me enganei nas contas, sou um 5 – número de fogo, desordem e indisciplina, que faz com que a minha «missão de vida» seja incomodar o próximo, pôr as coisas em causa, promover o progresso e revolucionar o mundo. Não me parece mal. Se tivessem atrasado um pouco a cesariana, já seria toda afectos, paz, meiguice e porto de abrigo.

Ainda ouvi a opinião de dois ouvintes. O primeiro disse que não acreditava na Numerologia porque, caso Cristo tivesse nascido mais cedo, os anos seriam diferentes. Já para o segundo, a culpa terá sido dos sumérios. Também me pareceu correcto.

Nuno Bragança










Morreu com 56 anos, faria hoje 80, mas é-me absolutamente impossível imaginá-lo com tal idade porque o «fixei» na casa dos trinta. De uma colheita anterior à minha, foi sempre reconhecido por todos como de vintage absolutamente excepcional, mesmo antes, bem antes, de A Noite e o Riso por aí aparecer com estrondo.

Errando pelos mesmos meios oposicionistas, os destinos juntaram-nos também em casa de amigos comuns, onde passámos longas semanas de férias, (castamente) separados por uma cortina de chita – nos tais anos sessenta que foram de facto loucos, em plena Serra da Arrábida, sem electricidade e quando um gira-discos a pilhas, vindo da América, fez figura do mais sofisticado robot. Um pouco mais tarde, viria a acampar, no sentido estrito da palavra, no minúsculo apartamento em que o Nuno viveu vários anos em Paris. Confirmo que saía de casa por volta das cinco da manhã para escrever algumas horas antes de iniciar mais um dia de trabalho.

Hoje todos citarão o escritor e muitos recordarão o excelente filme U Omãi Qe Dava Pulus, de João Pinto Nogueira. Prefiro registar o católico resistente, boémio e espartano, fundador de O Tempo e o Modo, membro do MAR (Movimento de Acção Revolucionária), colaborador das Brigadas Revolucionárias, o conspirador por feitio e por excelência - neste caso não tanto A Noite e o Riso, antes Directa e Square Tolstoi.






(Assinatura do Nuno para os amigos)

11.2.09

Nós, «vanguarda desfocada»















Não é de crer que os bispos tentem pôr um milhão de portugueses nas ruas como em Espanha. Recordarão, assim o esperamos, que de lá não vem nem bom vento, nem (bem a propósito...) bom casamento.

Mas ameaçam. O quê? Na prática, tudo fazer para que os católicos não votem em partidos de esquerda, PS incluído se este aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É só isso – e não é pouco – que aparece de relativamente novo no que ontem foi dito e redito (e hoje já foi amenizado).

Cá estaremos, nós os que defendemos estas coisas esquisitas, «vanguarda desfocada que leva por um caminho antropologicamente errado». Como estivemos na defesa do Sim que deu a vitória no referendo sobre a IVG. Faz hoje dois anos, V. Exas reverendíssimas perderam, lembram-se? O 2-0 está agora para breve. E vão-se preparando porque a seguir vem a eutanásia.

P.S.– Blogosfera e Twitter dispararam em todas as direcções, desde ontem à noite, a sério e a brincar. Mas o título do dia vai sem dúvida para o Pedro: «têm medo que nos seminários as cobóiadas fiquem oficializadas».

Bispos apoiam adopção por homossexuais?

Da página oficial da Conferência Episcopal Portuguesa:

«...foi igualmente manifestada a oposição da Igreja à adopção por homossexuais, que não é um “direito de ninguém”, mas uma solução que visa o bem da criança.»

Ou eu não sei português ou está escrito aqui que a adopção por homossexuais é uma solução que visa o bem da criança. Já podiam ter dito...

Se navegassem no mar alto era bem mais perigoso

«Crianças navegam na Internet sem o controlo dos pais.»

E, quase a propósito, leiam este texto do Pedro Marques Lopes.

Há dois anos, foi o SIM














Em 11 de Fevereiro de 2007, o SIM venceu no referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez. Indispensável assinalar, impossível não voltar a festejar!


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10.2.09

A Convenção do Bloco e o debate na blogosfera – ou a ausência dele







Desde ontem, li pequenos comentários e alguns posts, longos, consistentes e importantes, sobre a Convenção do Bloco. De todas as cores e para todos os paladares – basta ver os nomes dos seus autores: Fernando P. Redondo, João Tunes, Jorge do Nascimento Fernandes, Marina Costa Lobo, Osvaldo de Castro, Paulo Pedroso, Rui Bebiano e Vítor Dias.

Mereceriam, obviamente, um debate entre quem os escreveu e outros que com eles quisesse interagir, debate esse que não existirá. Caixas de Comentários? Certamente (para já até estão praticamente vazias), mas a questão não se esgota aí. Já começaram os links (selectivos, como é hábito e normal), mas, dentro de alguns dias, estes posts estarão mortos. Haverá sempre o argumento segundo o qual o objectivo é que cada leitor reflicta e elabore a sua própria opinião sobre o que lê, mas sou demasiado gregária para que isso me satisfaça.

Tenho a sensação crescente de que os blogues individuais estão cada vez mais individualistas (passe o quase pleonasmo) e mais pesados, exactamente ao mesmo tempo que alguns dos colectivos estão a cair no extremo oposto: posts e posts de conversa entre os diferentes autores, por vezes para além do razoável do ponto de vista do leitor – mas pelo menos discutem e eu gosto.

Porque nunca achei que houvesse no meio qualquer espécie de virtude, não vejo nenhuma solução à vista. Seria necessário uma espécie de metablogue que «convocasse» os autores e lhes propusesse a participação no debate – ideia fantasista para a qual não vejo qualquer hipótese de concretização. Mas tenho pena.

9.2.09

Grande incêndio em Pequim, hoje



(Via Shyznogud no Twitter)

Não sei se é tão importante como o Scolari ter saido do Chelsea, mas aqui fica.

E já que Berlusconi não pode ter filhos, não seria possível exterminá-lo?

Disse-o há três dias, já foi citado em tudo o que é jornal por essa Europa fora:
«Não quero ser responsável pela morte de Eluana. (...) Ela está viva e respira, as suas células cerebrais estão vivas e, por hipótese, ainda pode ter filhos.»

Nem tudo depende da raiva ou da pontaria

8.2.09

Ainda dizem que o Twitter não serve para nada










Aí pelas 2h da manhã, o piu-piu do Twitter disse-me que «o Presidente da República enviou uma mensagem ao seu homólogo da República Popular da China, Hu Jintao, na passagem do 30º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países».

Fiquei também a saber que «Empenhados no reforço de todas as vertentes do seu relacionamento, Portugal e a China estabeleceram uma parceria estratégica global em 2005, a qual tem permitido aos dois países prosseguir uma cooperação mutuamente vantajosa num conjunto cada vez mais alargado de domínios e um diálogo franco e abrangente sobre questões e desafios do nosso tempo».

Adormeci reconfortada, «nesta data tão importante para os nossos dois países», tentando imaginar a excitação de Hu Jintao, a essa hora já em fuso horário operacional, com esta inesperada expectativa de solução para a economia desacelerada do seu país.

(Tudo isto através do Twitter da Presidência, evidentemente, que eu «sigo» e que, orgulho dos orgulhos, também «me segue» a mim!)