4.4.09

Invejas

Há por aí gente a rogar-me pragas por ir amanhã para o Vietname (faltam mesmo poucas horas...).
De lá, contarei aqui se é como vem no folheto...

Mas pode ser que sofra a ouvir Nhac Tai Tu:



Ou mesmo canções khmer no Camboja:

«What is it? Why does he have to shout?»
















perguntou Isabel II, há dois dias

Não ficou lá com muito bom aspecto











... a estátua de Lenine em S. Petersburgo, depois de ser vítima de uma misteriosa explosão perto da Estação Finlândia.

3.4.09

Apostasia colectiva
















Há três dias, em Buenos Aires, 1.100 católicos renunciaram ao catolicismo e pediram para serem «desbaptizados». Dizem que, embora não prevista no direito canónico, a «desbaptização» é possível, bastando para tal escrever uma carta ao bispo da diocese.
A iniciativa «Não em meu nome» foi lançada por várias associações LGBT e reúne não só ateus de longa data como novos elementos que assim reagem às recentes tomadas de posição de Bento XVI.

Se a moda pega em Portugal, lá teremos as igrejas transformadas em hotéis de «charme»...

(Fonte)

Nação valente











«como a maioria dos portugueses, também eu só acedo à internet em horário laboral. e isto, meus amigos, é a principal desvantagem de não ter emprego.» , diz o João Gaspar.

Julgava que era o único, caro leitor? Não tenha remorsos! Quem cria um blogue, percebe, desde o primeiro dia, que as horas de ponta das visitas são das 10 às 12 e das 15 às 18 (também há os noctívagos, mas esses são reformados ou trabalham no turno da noite). E o Twitter, à hora a que escrevo (9:30), pouco ou nada pia.
Who cares? O país aguenta coisas muito piores.

2.4.09

Última etapa - Phnom Penh












Phnom Penh, fundada no século XVI e capital do país desde meados do XVI, fica na foz do rio Mekong, esse celebérrimo rio asiático, com quase 5.000 quilómetros, que nasce no Tibete e percorre China, Birmânia, Tailândia, Cambodja e Vietname. (Não sei que imagem reterei do dito rio - espero que a segunda...)



Leio que a cidade é «uma mistura de exotismo asiático, charme indochinês e hospitalidade cambojana». Para já, não sei bem o que isto possa significar, mas espero vir a perceber.
Vários palácios e pagodes, com destaque para um belíssimo Pagode da Prata e um imponente Palácio Real (lá em cima na primeira fotografia).

Last but not the least, dois museus: o Nacional e o do Genocídio. Inútil dizer que este não está incluído no programa turístico, mas não falharei a visita. Chama-se Tuol Sleng e foi uma antiga prisão dos Khmers Vermelhos entre 1975 e 1979. Terão passado por lá cerca de 20.000 pessoas, sistematicamente torturadas e assassinadas - a história é conhecida.








Algures na cidade, decorrerá ainda, talvez, o julgamento do «Camarada Duch», aparentemente com uma relativa indiferença dos seus compatriotas.

Será então altura para pensar no regresso, via Bangkok e Paris - a long, long way to Lisbon.

Talvez uma boa sugestão...

... para a minha longa viagem dentro de alguns dias.


Woman in the Plane - The best bloopers are a click away

Violar mas legalmente













Chega do Afeganistão a notícia de que o presidente Hamid Karzai tenta ganhar votos nas eleições que se realizam dentro de alguns meses e para as quais as perspectivas de vitória não são brilhantes
Nesse sentido, prepara uma lei segundo a qual as mulheres deixam de poder sair de casa sem autorização do marido (mesmo para trabalhar, ir às aulas ou ao médico). Não poderão também recusar relações sexuais, mesmo contra vontade. A agência da ONU para os direitos da mulher acusa-o de «legalizar a violação» mas, aparentemente, nada mais pode fazer.
Tudo isto num país deste nosso planeta – longe, é certo, mas nem tanto assim.

(Fonte)

31.3.09

Mas a Constança Cunha e Sá não tem graça nenhuma

Parece que o futuro é dos humoristas pelo menos para os jornalistas americanos. Uma sondagem recente revelou que um terço dos americanos com menos de 40 anos considera que os late shows de John Stewart ou Steve Colbert, substituem, com vantagem, as fontes de informação tradicionais.
Alguns dos episódios do Daily Show sobre a campanha presidencial de Obama tornaram-se objecto de culto, ao ponto de se considerar que podem ter tido uma influência decisiva no resultado (nomeadamente o célebre «Stewart vs Cramer»).

A ler:

Amanhã, numa TV perto de si

O canal História assinala o 70º aniversário do fim da Guerra Civil em Espanha com a emissão de uma série de seis episódios.
Primeiro: amanhã, 1 de Abril, às 21:00.

A propósito, convém recordar estes agradecimentos de Franco a Portugal:

30.3.09

Aterrando em Angkor













Retomo a descrição da viagem que iniciarei dentro de alguns dias.
Vou deixar o Vietname com muita, mas mesmo muita coisa por ver e, quando chegar ao Cambodja, já terá passado bem mais de metade do tempo previsto para a viagem.
Com 15 milhões de habitantes, este país sucedeu ao Império Khmer hinduísta e budista, que dominou a península da Indochina do século XI ao século XIV. Protectorado francês desde 1863, tornou-se independente em 1953, no fim da guerra da Indochina.
A partir de 1967-68, os Khmers Vermelhos, comunistas de inspiração maoísta, fomentam insurreições e, com o apoio da China, desencadeiam uma guerra contra as forças governamentais. Os Estados Unidos intervêm e dominam a situação (1970), mas Pol Pot toma Phnom Penh – em 1975, mais exactamente no dia 17 de Abril, quando nós por cá acabávamos o nosso primeiro mês de PREC... (Por coincidênica, no dia do 34º aniversário dessa trágica efeméride, estarei precisamente em Phnom Penh.)
O que se segue é conhecido: um dos maiores massacres da História, a invasão pelo Vietname quatro mais tarde, a intervenção da ONU no início dos anos 90, o actual julgamento de alguns responsáveis (como o do célebre «Douch»).

Mas, antes de chegar a Phnom Penh, passarei três dias (nada, quase nada...) em Siem Reap para visitar Angkor, sem dúvida um dos parques arqueológicos mais importantes da Ásia. Mais de mil templos, com destaque para Angkor Wat, uma espécie de símbolo do país e a sua maior atracção turística. Por mais que tente imaginar não consigo, as descrições terão mesmo de ficar para alguns posts rápidos feitos enquanto lá estiver (se...).
Mais templos a não perder e também, segundo me dizem, o pôr-do-sol em Phnom Ba Kheng.
Depois, sim, seguirei para a capital – a última etapa...

Horror

Recebi este vídeo por mail. Não sei onde foi filmado, mas é real. Aconteceu. Horrorize-se.

video

P.S. - Entretanto, a Fernanda Câncio já explicou:
«dua khalil aswad, 17 anos, lapidada no iraque (sim, no iraque apesar da ocupação) por ter uma relação com um rapaz de confissão distinta da sua. os rapazes e homens que a matam ao pontapé e com pedras não param de a filmar e fotografar com os telemóveis. para mostrar aos amigos e amigas, para verem mais tarde o testemunho do seu feito. e depois houve alguém que fez este vídeo com música para espalhar pelo mundo, não sei (não sabemos) se para festejar ou para lamentar.»

29.3.09

Peditórios para que não dou












Não só de boas intenções, mas também de acções simbólicas, estão muitos infernos cheios. Por isso, assinaria por baixo este texto de Nuno Brederode Santos:
«É o apagão cívico. Uma hora mundial e ao que parece muito fraterna, em que se empenham sete municípios portugueses (fora os que agora se propõem voluntariamente seguir-lhes o exemplo) e o entusiasmo de alguns ambientalistas – tudo sob o entusiástico patrocínio de quatro multinacionais e a comovida vigilância da EDP e da REN. Por isso, das 20,30h às 21,30h, apagaremos as luzes: nas casas, nos escritórios, nos monumentos. Para irmanar ricos e pobres, aqueles juntam-se a estes durante sessenta minutos, no jovial sacrifício de uma auto-imposta Idade Média (o que é mais exequível e barato - mas sobretudo prudente - do que conceder uma hora de iluminação aos que a não têm).»
Hoje, no DN - sem link porque a mudança da hora (ou terá sido o tal apagão?...) deve ter desorientado de novo a versão online do jornal.

Não desistem, mas não vencerão












Em 50 cidades espanholas, realizar-se-ão hoje manifestações contra a modificação que o governo planeia introduzir na lei sobre IVG – as tais em que será exibido o cartaz que «denuncia» maior protecção para o lince do que para o homem. Entretanto, o governo explica que a nova lei não pretende facilitar mas sim regulamentar as práticas actuais, dando uma especial importância à prevenção de gravidezes não desejadas e à educação sexual.
Tanto as autoridades eclesiásticas espanholas como o Vaticano apoiam as posições dos manifestantes de hoje – o contrário seria de estranhar.
«El presidente de la Pontificia Academia para la Vida del Vaticano, Rino Fisichella, ha invitado este viernes a los obispos a "combatir en primera persona la legislación abortista del Gobierno español" y ha asegurado que tanto ellos como los demás creyentes tienen que "hacerse oír" y "manifestarse públicamente", porque "el cristiano es siempre una persona pública".»
Por estas, e por muitas outras, não consigo entender, nem com muito esforço, os que recentemente defenderam que o papa falava apenas para os católicos quando condenou o uso do preservativo. Se se trata de uma questão interna, que sejam utilizadas as igrejas e os seus canais próprios – não a rua nem, muito menos, a luta contra leis que são para todos. Nenhuma lei «obriga» os católicos a abortar.

A Terceira Noite

Está de cara lavada, mudou de casa e a nova morada é:
http://aterceiranoite.org/
Fica aqui perto, muito perto.