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11.4.09

Portugal visto daqui

Sim, estou no Vietname, em Hoi An, que é uma cidade linda de morrer, sim, estou num quarto a 20 metros da praia onde tomei há pouco um excelente banho no Pacífico, sim, vou amanhã para Ho Chi Minh.
Não, não leio notícias de Portugal há uma semana, não, a CNN não fala de nós. Mas dei ontem uma volta lenta pela blogosfera e percebi tudo: houve uns problemas com as vestimentas das meninas de uma Loja do Cidadão (umas fardas tipo Instituto de Odivelas não resolveriam o problema?), Sócrates quer Barroso em Bruxelas (acho bem: se o Ronaldo torce um pé, não fica ninguém conhecido "cá fora") e dizem que a Fernanda Câncio não é capaz de pensar a não ser pela cabeça do namorado (não é loira mas é mulher - esperavam o quê?). A chamada semana santa foi mais ou menos isto, certo?
E a crise? Terá ido de férias.

10.4.09

De Hue a Hoi An



Garanto que este senhor que está a falar no vídeo explica muitas coisas sobre Hue, cidade imperial, ex-capital do Vietname.(Digo "garanto" porque o ouvi em Lisboa, mas não hoje porque este PC está sem som...)

Cidade Proibida, Pagodes e um Túmulo do imperador Minh Mang que é quase uma cidade. Este senhor terá tido nem se sabe exactamente quantas concubinas e nada menos do que 142 filhos! Há por aí umas associações de famílias numerosas que precisam certamente de patronos - este bem merecia ser um deles...

Entretanto, cheguei a Hoi An - com grandes expectativas pelo que li e pelo que já ouvi.

8.4.09

Baía de Halong - Apontem nas agendas

A 190 kms de Hanoi, esta verdadeira maravilha. Andei por lá hoje várias horas.
Fica o vídeo para dar uma muito, muito pálida ideia.



(Vim eu até à Indochina para me cruzar, no hall do hotel, com John McCain - o propriamente dito. aquele senhor que aqui há uns meses tentou ganhar um campeonato a Mr. Obama.)

7.4.09

Em terras do tio Ho Chi Minh

Vinte e quatro horas da casa em Lisboa ao hotel em Hanoi, trinta e seis sem ver uma cama - tudo normal e perfeitamente ultrapassado.
Muito já foi visto nesta cidade, bastante desorganizada, um tanto suja, mas com belas avenidas e agradáveis pegadas arquitectónicas deixadas pelos franceses. Templos, pagodes, dezoito lagos, a casa de Ho Chi Minh - e, sobretudo, o enorme mausoléu com o propriamente dito em carne e osso, em múmia impressionantemente perfeita (diz quem viu que a de Lenine não o é tanto assim), rodeada de segurança e veneração: nem fotos, nem shorts, nem rir ou falar alto, nem mãos nas algibeiras (?...).

Mas o enorme choque, espanto e trauma vem do trânsito! Nada de comparável em tudo o que os grandes viajantes com quem ando tenham visto por esse mundo fora. Hanoi tem hoje 6 milhões de (minúsculos...) habitantes, a cavalo em 3 milhões de motorizadas que serpenteiam entre carros e peões, em todas as direcções, permitidas ou não, sempre a apitar. Com um ou múltiplos ocupantes - por exemplo, pai, mãe, bebé e gaiola com canário. Andei ontem uma hora num daqueles triciclos para turistas e considero que escapei viva por puro acaso.



Amanhã, começo o circuito dos grandes lagos, nos arredores de Hanoi, depois irei mais para Sul. Voltarei aqui em breve.

(O descanso que é não ouvir a palavra Freeport há três dias e não saber se MFL ja tem candidato para as europeias!...)

P.S. - Um post com caracteres portugueses escrito em teclado vietnamita? Elementar, afinal...