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28.8.10

Todos os caminhos


… de Lisboa vão dar ao Camões e não existem impossíveis. A caminho.

As pressões internacionais têm sido úteis, voltou a ser afirmado hoje que o «Irão ainda não tem decisão final».
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O bispo Januário Torgal Ferreira e o protesto contra o apedrejamento


«Estou fora de Portugal e por esse motivo não estarei presente nesta manifestação contra a iniquidade. Mas quero agradecer às organizadoras e aos organizadores por provarem que neste país ainda há pessoas sensíveis.

Queria também lembrar que morrem em Portugal muitas, tantas mulheres assassinadas pelos maridos e namorados e que quase ninguém fala delas.

Neste caso, porém, trata-se de uma morte decidida pelos tribunais, pelo Estado e pela religião, o que é ainda mais terrível e revoltante.»

(Daqui)
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Neste país em miniatura


Num Domingo de manhã, estava eu de nariz colado à montra de uma farmácia fechada em busca de outras abertas, quando uma transeunte (deve ser a primeira vez na vida que escrevo esta palavra…) me disse que bem perto, na avenida do Uruguai, havia uma ao serviço de quem dela precisa, 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Com espanto, fiquei a saber ontem que, devido a queixas da «concorrência» que se sente lesada no negócio (seis farmácias de bairros próximos), o Infarmed e um tribunal impõem que a Uruguai respeite limites de horário, apesar de protestos da Junta de Freguesia e de um abaixo-assinado de mais de mil utentes: só pode abrir portas entre as 6 e as 24 horas.

Imagino portanto que, se alguma das seis outras tivesse falido, teria certamente sido porque as gentes de Benfica acorriam em massa, por gosto e pura maldade, de madrugada, para comprarem aspirinas ou produtos de beleza, ao único local que se tinha disposto a investir (em despesa com salários) para vender medicamentos em situações de emergência.

Chamem-me liberal que eu não me importo, mas tudo isto apenas reflecte inveja e mesquinhez – e provincianismo, já agora.

(Fonte)
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27.8.10

Amanhã, somos todos iranianos


Lisboa por Sakineh — 100 Cidades contra a Barbárie
Lisboa, Largo Camões, 18h
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Quando a realidade parece ultrapassar a ficção


Agora que há imagens, a situação tornou-se ainda mais insuportavelmente arrepiante.

Os 33 mineiros, soterrados há três semanas a 700 metros de profundidade, e que já sabem que, na melhor das hipóteses, têm pela frente pelo menos mais três meses antes de serem resgatados, filmaram o espaço em que vivem e cantaram o hino nacional.

Para além de lhes serem asseguradas condições mínimas de sobrevivência física, é também indispensável que seja dada toda a ajuda possível para que não entrem em estado de depressão. O que não será fácil.

Notícias detalhadas aqui.


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Lisboa por Sakineh — 100 cidades contra a barbárie


Este texto será lido amanhã, durante o protesto contra a lapidação de pena de morte, apelando pela vida da iraniana Sakineh Ashtiani.

Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos, viúva, dois filhos, condenada à morte na República Islâmica do Irão. Condenada à morte pela República Islâmica do Irão. Condenada à morte por viver numa República Islâmica, com base nisso a que se dá o nome de “lei islâmica” e que na declinação iraniana decreta que as mulheres acusadas de relações sexuais “fora do casamento” devem ser lapidadas. Mortas à pedrada. Com pedras do tamanho certo para que a morte seja lenta e atroz, para que a mulher enterrada até ao rosto possa sobreviver a dezenas de golpes enquanto à sua volta a turba faz pontaria e se congratula com “a vontade de deus”.

Mais de uma centena de pessoas foram assim executadas no Irão nos últimos anos, quase todas mulheres, quase todas por “adultério”. Há pelo menos 15 neste momento a aguardar execução. A outras foi à última hora comutada a pena, de lapidação para enforcamento. Houve alegações nesse sentido por parte das autoridades iranianas: esta mulher iria afinal ser enforcada. A morte, menos atroz, menos bárbara. Mas a morte.

Quarta-feira, 25, o tribunal reuniu mas parece não ter chegado a uma conclusão. Entretanto, as agências de direitos humanos denunciam que nos últimos meses houve centenas de enforcamentos no Irão e que estão milhares de pessoas no corredor da morte. Pelo menos 135 são menores. Os crimes em causa vão do homicídio à homossexualidade, mas também presos políticos têm sido executados. Em Dezembro de 2009, o Irão opôs-se a uma resolução da Assembleia da ONU que propunha a suspensão das execuções.

Sim, morre muita gente todos os dias. Morre muita gente executada, muita gente torturada, e não só no Irão. Gente condenada por regimes iníquos a nem sequer ter nome num túmulo. Gente cujo rosto nunca veremos, nunca fará cartazes, nunca povoará manifestações à volta do mundo. Sim, é assim. Tantas as tragédias, tantas as vidas à mercê, tanto o terror, a injustiça, a barbárie, tantas as celas escuras onde se tortura e mata, tantos os gritos e as lágrimas e as súplicas de que nunca saberemos e de que talvez não queiramos saber, tanto tanto por fazer, por acudir e nós sem sabermos como.

Sim, precisamos talvez de uma ocasião assim, de uma causa assim, de um nome e um rosto para nos sentirmos justos e capazes, para sentir que não somos indiferentes. Precisamos de Sakineh como ela de nós.

Precisamos de te dizer isto, Sakineh: que, dependa de nós, e a nossa voz, o nosso não, a nossa fúria, a nossa vontade e exigência moverão as montanhas que nos separam e os poderes que te condenaram, moverão até os deuses, se deuses houver para mover.

Vamos fazer de Lisboa uma das 103 cidades que no sábado, 28 de Agosto, da Austrália à Finlândia, do Brasil ao Iraque, da Turquia à Índia, se unem em resposta ao apelo do International Committee Against Execution num protesto global contra a lapidação e a pena de morte, e apelando pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani. É às 18 horas, no Largo Camões. Contamos todos.
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26.8.10

Daqui a quatro dias


Se houver posts, é daqui ou das redondezas…


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Engarrafamentos


Quando falei ontem das monumentais filas de trânsito numa estrada da China, o Aristes aqui no blogue e o Rui Almeida no Facebook referiram-se a um conto de Julio Cortázar, que eu não conhecia. Li-o entretanto, é absolutamente delicioso e dei comigo a tentar transpor as situações que relata para o que poderá estar a acontecer entre chineses – não dá para imaginar...

Está online aqui mas coloquei-o também em pdf para facilitar a impressão.

Em dias de fim de férias, espero que ninguém viva uma situação semelhante…
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Para mais tarde recordar


Mais um ícone que (quase) desaparece.

Só havia a loja da Rua do Ouro e ia-se de propósito à Baixa comprar cartolinas de todas as cores. Ainda ninguém fazia cartazes em PVC.
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25.8.10

Só podia ser de 1968


… a canção, mas até parece mais antiga, de tal modo nos habituámos a com ela viver. O seu compositor, George Weiss, morreu hoje.

«What a Wonderful World» ficará.




Mas também, por exemplo: Elvis Presley, «Can't Help Falling In Love»


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Quer ajudar Cavaco? Vote em branco ou vote nulo


Com o anúncio de mais uma candidatura à esquerda, regressou ontem a discussão sobre as presidenciais. E, com ela, declarações de alguns «desanimados» que não gostam de Alegre, olham de esguelha para Fernando Nobre, não sabem ao que vem Defensor Moura e esperavam ainda um candidato do PCP, que considerassem «aceitável». Não parecendo ter sido o caso, engrossam as fileiras das intenções de voto em branco.

A memória é curta, ou cinco anos é muito tempo, e talvez valha por isso a pena recordar que a Constituição diz expressamente que, nas eleições presidenciais, os votos em branco não são considerados «validamente expressos» (Artº 126, 1), afirmação que vem confirmada no Artº 10 de Lei Eleitoral para o Presidente da República, actualizada em 2006.


Não discuto a bondade da lei, que não alcanço, e até julgo recordar-me que, em 2006, teria havido segunda volta se ela fosse outra. Mas é o que temos e o único contributo deste tipo de votos traduz-se, portanto e apenas, na redução da percentagem de abstenções – mais uma prendazita numa eventual vitória de Cavaco à primeira volta.

Ainda muita água correrá sob as pontes, mas é bom ir arrumando algumas ideias. Com tanta escolha à esquerda, talvez valha a pena meter na gaveta alguns pruridos psico-ideológicos – digo eu que considero importantes todos os debates teóricos ou circunstanciais em torno destas e de outras eleições, mas que, perto da tal «boca das urnas», julgo que há que escolher ou cara ou coroa.
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Ver para crer


Obras numa estrada provocam um monumental engarrafamento na China, que começou há onze dias e pode durar quatro semanas! As filas têm cerca de 100 kms e há pontos em que se avança pouco mais de 1Km/dia.

Vai-se às compras (os preços até já subiram nas lojas à beira da estrada…), joga-se, faz-se o que se pode, com uma aparente paciência, absolutamente inacreditável – a realidade ultrapassa qualquer ficção.

Mas que mundo é este???


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24.8.10

Mudam-se os séculos...


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Corrupção, esse nicho do mercado


Ainda relativamente virgem, um novo mercado que pode dar milhões: o da corrupção. Se é vítima de chantagem para pagar uma determinada quantia em troca do que quer que seja, agradecerá se alguém o ajudar a resolver a situação, mesmo que tenha de desembolsar por isso algum dinheiro.

Foi o que percebeu Shaffi Mather, capitalista e activista social indiano, convidado há poucos meses por Obama para uma cimeira sobre empreendorismo, ao lançar o seu «serviço anticorrupção».

O alvo não são negócios que envolvam megacontractos de armas, aviões, ou alta tecnologia, mas sim pequenos ou médios expedientes, nos quais é por vezes suficiente aparecer um intermediário para que os corruptores desistam e desapareçam - porque, neste caso como em geral, o segredo é a alma de quase tudo. Caso contrário, há vários patamares de intervenção possíveis.

O preço do serviço tem de ser inferior à quantia pedida pelo corruptor (elementar…), de 15% a 30% parecendo uma boa alternativa. Mas… se o princípio de uma percentagem é bom, haverá sempre o risco do prestador do serviço anticorrupção convencer o corruptor a subir a parada para ele próprio receber mais, mesmo que tenha de dar algum por fora ao outro. That’s business!!! Em contrapartida, se o serviço vier a ter demasiado sucesso, no limite autofagia-se: desaparecem corrupção e corruptores.

Mundo complicado, o nosso – no mínimo!...

Vale a pena ouvir Shaffi Mather explicar uma parte de tudo isto (sobretudo a partir do 6º minuto):


(Fonte)
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Dez anos que mudaram o mundo?


Mário Soares tem razão quando escreve, na sua crónica de hoje, no DN:
«No princípio do novo século, o mundo ocidental respirava optimismo. A ONU tinha proclamado os objectivos do milénio e as pessoas conscientes pensavam que seriam para cumprir. Era inimaginável que não fossem. Mas foi o contrário que aconteceu, como todos nos lembramos. A Europa era um pólo de atracção, por ser uma terra, simultaneamente, de liberdade, de bem-estar social e de respeito pelos direitos humanos.»

O que também não se previa, há apenas dez anos, era que a Tailândia fosse mais do que uma recordação de ilhas paradisíacos para turistas esbranquiçados ou de multidões de monges com as suas belas túnicas açafrão, mas também um país com uma taxa de crescimento de 9,1%, no segundo trimestre de 2010, graças ao grande incremento nas exportações e apesar de todas as vicissitudes da crise mundial, e onde «o consumo das famílias também aumentou no segundo trimestre, com os tailandeses a comprarem mais carros e electrodomésticos, devido às medidas de incentivo económico promovidas pelo governo e aos maiores rendimentos provenientes da agricultura». Tudo isto, apesar da terrível violência por que o país passou em Abril e Maio.

E há também a China, o Vietname, etc., etc., etc. Ou seja: há outros com razões para optimismos e a Terra continua, obviamente, a girar à volta do Sol.
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«Il faut toujours s'en aller plus loin»

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23.8.10

Ninguém os quer


Não cessam as reacções contra a França pelo «envio» de ciganos romenos e búlgaros, que está agora a ser concretizada. Também a Itália é notícia, mas convém lembrar que a Alemanha os envia para o Kosovo, que Copenhaga quer expulsar 400 e que na Bélgica (maravilha das maravilhas…) houve 700 que foram expedidos da Flandres para a Valónia…

Parece assim absolutamente evidente que o problema se põe a nível de todo o continente europeu, sem se que se saiba exactamente do que se está a falar em termos quantitativos: o Conselho da Europa fala de 12 milhões de pessoas que, nalguns países, representam 5% da população. Um verdadeiro debate paneuropeu impõe-se (… ontem!), e não está a acontecer, para procura de soluções, partilha de recursos e conhecimento de experiências bem sucedidas.

Leio que a Espanha é precisamente uma excepção, pela positiva:
«España sigue representando una excepción privilegiada. Por lo menos hasta ahora, ningún brote de racismo institucional se ha producido contra los romaníes, mientras los gitanos españoles están integrados, aunque han pagado un precio: "La mayoría de los líderes gitanos de todo el mundo tienen su mirada puesta en nosotros, que hemos pagado el precio más alto que pueda pagar un pueblo en aras de la integración: el deterioro de nuestra lengua, patrimonio común de catorce millones de gitanos en todo el mundo que pueden entenderse sin la más mínima dificultad". Pero esto no significa que la integración pase por la homologación o una forma de etnocidio cultural: "Podría exponer más de una doctrina de sociología y de antropología cultural que sostienen que la convivencia es posible sin perder tus propias señas de identidad. Pero déjeme decir una cosa: el modelo se llama Andalucía. Hablo desde un punto de vista cultural, no de reparto o de justicia social. Ese podría ser el modelo de convivencia para todos los gitanos del mundo. Una comunidad en la que no se sabe si los andaluces están agitanados o los gitanos andaluzados".»

Se assim é, aprofunde-se o caso, estude-se a história do que foi feito.

Ou continuaremos a assistir a um fenómeno escandaloso, ignorando, talvez, que estes seres humanos nem sequer são bem recebidos nos «seus» países:

Uma vergonha – para todos nós.
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Idiota do mês


É um dos muitos grupos que existem no Facebook. Qualquer membro pode candidatar pessoas que se notabilizem, de um modo ou outro, para o invejável título.

O fim-de-semana foi especialmente rico e será difícil que um destes dois não vença, em Agosto, pelos monumentais textos que publicaram ontem.
Se pertencesse ao júri, votava sem hesitação na segunda. E, vindo de quem vem, mantenho o que escrevi assim que li: «Só à chapada!»
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A primeira vítima


Também não é caso para tanto…
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O dia mais importante

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22.8.10

Movimentos sociais e burocratização


O colectivo do Passa Palavra publicou hoje um longo e importante documento que assim resume: «Os movimentos sociais devem ser defendidos, e a melhor forma é impedir o avanço da burocratização. O grande desafio é a generalização das relações solidárias e colectivas estabelecidas directamente na base dos movimentos sociais.»

Que sindicatos e partidos, «com a sua estrutura hierárquica e autoritária», são «propícios à formação de burocracias e opostos à emancipação», parece não oferecer grandes dúvidas. E que, por isso mesmo, há muito quem considere que «o balanço histórico, ainda que sem um veredicto final, tem contabilizado mais fracassos do que sucessos na tentativa dessas organizações se tornarem instrumentos insubstituíveis da luta anticapitalista», também é indiscutível.

Destas possíveis «derrotas», nasceram os movimentos sociais, de larga tradição na América Latina, nomeadamente no Brasil. É deles que este texto trata – das suas características, limitações e vicissitudes. Merece uma leitura mais do que atenta e um amplo debate na respectiva Caixa de Comentários. (É esse o desejo dos autores, que o exprimiram em mails particulares a alguns amigos.)

Conseguirão esses movimentos sociais evitar a burocratização, pela aplicação dos princípios enunciados no fim do estudo em questão? Seria certamente encontrar a resposta a one million dollar question
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O mundo às avessas


Com a subida do nível de vida na China e uma maior facilidade na obtenção de vistos, há cada vez mais turistas chineses no Japão (acréscimo de 80% no último ano). E, dada a crise na economia japonesa, diminui o fluxo dos nipónicos que visitam Pequim, Xangai ou os guerreiros de Xian.

Os lendários grupos de japoneses, de máquina fotográfica apontada, começam também a rarear na Europa e nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que os estilistas de moda de Tóquio aprendem mandarim e se adaptam aos caprichos das netas dos seguidores do camarada Mao.

Acreditaríamos se nos tivessem dito isto há uns trinta anos?…

(Fonte)
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Sakineh Ashtiani?


José Sócrates, conhece Sakineh?
Há uma explicação cínica para a liderança da Inglaterra na luta pela abolição da escravatura: seria porque as suas cidades manufactureiras Manchester e Liverpool tinham interesse em aumentar o mercado consumidor nas Américas. É uma explicação simplista, baseada na tese de que do capitalismo não podia vir uma boa causa senão pelo interesse cúpido. Na verdade, a luta anti-esclavagista foi liderada por gente movida por ideias generosas. Em 1787, foi fundada a Sociedade para a Abolição do Tráfico de Escravo, por 12 ingleses, religiosos quakers, animados só por esta ideia: a escravatura é bárbara. Fizeram petições à Câmara dos Comuns, mostraram o que eram os navios negreiros... Em 20 anos foi possível convencer a Inglaterra, e o tráfico no Atântico foi abolido em 1807. Em 30 anos, desde que foi fundada, a República Islâmica do Irão já matou à pedrada 150 pessoas. No próximo sábado, numa centena de cidades de todo Mundo, entre elas Lisboa, vai protestar-se contra a lapidação da iraniana Sakineh Ashtiani. A escravatura e a lapidação de pessoas pertencem ao mesmo mundo bárbaro. A dimensão de ambas não é comparável - à partida, parece mais fácil acabar com as mortes à pedrada. Então, o que nos falta? Se calhar, a convicção dos quakers para influenciar os nossos governantes. Sim, porque é a estes que temos de dizer: lapidação, não, não pode ser. Eles que façam o resto.
(realce eu)
Ferreira Fernandes, no DN.

Com algumas (poucas) excepções, os governantes de países paladinos na defesa dos direitos humanos mantêm-se indiferentes a este caso que mobiliza multidões no mundo inteiro. Posso estar enganada, mas julgo que nem mesmo a União Europeia disse, até agora, uma só palavra.

Dir-se-á que lapidações há muitas, mas a história aí está para provar que há situações que funcionam como símbolos e que fazem a humanidade dar passos em frente.

No nosso caso, o que parece interessar são os gritos Sócrates / Passos Coelho e Luís Amado deve estar algures em férias, de persianas corridas. E o Irão tem petróleo.

Pretexto também para recordar o protesto em Lisboa, no Sábado, 28 de Agosto, 18h, Largo Camões.

E para deixar uma pergunta, aqui como já o fiz dez vezes no Facebook:
«Outras cidades do país, conhecem Sakineh?»
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