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19.11.10

Se os aviões ajudarem

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... chegarei lá durante a manhã do próximo Domingo. Podem ter inveja.


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1.000 anos em 5 minutos

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Daqui.
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Para esquecer a Cimeira, falemos de gafanhotos


A primeira vez que as vi foi num mercado de rua em Xangai: as famosas espetadas de insectos, tão apreciadas a Oriente (e também em África e nalguns países da América Latina) e que nos revolvem os estômagos.

Repulsa com os dias contados, ao que parece: com o aumento da obesidade, a ameaça que o consumo de carne representa para o planeta e a «crise», sempre ela, poderemos render-nos aos encantos de gafanhotos, baratas, grilos e outros que tais, talvez mais depressa do que imaginamos.

Ricos em proteínas, vitaminas A e B e sais minerais, de produção facílima e de uma variedade espectacular, já que terão sido identificados mais de 1.000 espécies comestíveis, começaram já a conquistar a América do Norte e, lentamente, alguns países da Europa.

A FAO encoraja fortemente todas as iniciativas nesse sentido e está prevista para 2013 a primeira conferência global sobre Entomofagia.

Dica para Novas Oportunidades:



(Fonte)
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Notícias de uma Cimeira (7)


A propósito da notícia que caiu a meio da tarde de ontem, segundo a qual «trinta e cinco [pessoas], na sua maioria de nacionalidade finlandesa, foram interceptados num autocarro, com destino a Lisboa, na posse de “material com mensagens anti-NATO”», e dos detalhes entretanto conhecidos, como o facto de alguns vestirem roupa preta, dispenso-me de comentar e remeto para o que a Fernanda Câncio escreveu.

A ler na íntegra, mas também «tenho para mim, até porque é público, que as cenas mesmo a sério, daquelas tipo atocha, twin towers e metro de londres, não costumam ser feitas por malta que viaja de autocarro em grupo com tshirts e chega no dia anterior aos acontecimentos».
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18.11.10

Comentários para quê?


«A fome volta a ameaçar a Coreia do Norte: as despesas militares limitam a capacidade de Pyongyang comprar cereais.»

«La mayoría de los 24 millones de habitantes de Corea del Norte sufrirá carencias de alimentos el año que viene a no ser que el país reciba ayuda internacional, según han asegurado de forma conjunta la Organización para la Agricultura y la Alimentación (FAO, en sus siglas en inglés) y el Programa Mundial de Alimentos (PMA). Las dos instituciones dependientes de Naciones Unidas afirman que cinco millones de personas se enfrentan en el país asiático a una grave escasez de comida.»

Até quando?!

(Fonte)
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Quando até Alberto João Jardim passa a símbolo de sensatez


«Estas cimeiras, normalmente, organizam-se em sítios onde não afectam a vida das pessoas, onde há uma facilidade logística.» «Vê-se em França ou na Alemanha.»
«Fazer uma cimeira deste volume no centro de uma cidade, isto é mais uma loucura à portuguesa, é mais um sinal de incompetência.»

(Fonte)

Ler também – onde isto chegou para se ver José Castro Caldas de acordo com AJJ!
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O «Avante!», agora em versão machista


«Sou em princípio a favor de todas as libertações, mas talvez desta ainda mais do que é costume. (…) Acontece que Suu Kyi é mulher e que para mais tem aquele arzinho fisicamente frágil que nos dá cuidados quando a imaginamos presa. É certo que na sua própria residência, que é capaz de ser mais confortável que a minha. Mas imagino que deve ser terrível para uma mulher, para mais senhora de boa disponibilidade financeira, não poder sair de casa para ir às compras no hipermercado mais próximo.»

E continua Correia da Fonseca que confunde talvez a Birmânia com a Coreia do Norte, quando ironiza sobre os malefícios da democracia:
«Não sei, é claro, se há algum hipermercado nas proximidades da residência de Aung San Suu Kyi, mas é praticamente certo que o haverá em tempo próximo, quando a democracia por ela desejada chegar enfim a Mianmar, pois é também para isso, para a abundante instalação de hipermercados, que a democracia serve, também para isso foi reinventada.»

Não lhe faria nada mal viver uns anos numa casa como a que se vê na foto, de um bairro para o qual foram obrigados a fugir os habitantes da velha Bagan, depois de verem todas as suas casas arrasadas apenas porque ousaram votar em Aung, nas eleições de 1990. Passaria (talvez...) a saber do que fala!

(Fonte)
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NATO – O que está em questão (2)


«Vinte e um anos após a queda do Muro de Berlim, 20 anos depois da reunificação da Alemanha, 19 anos passados sobre a dissolução da União Soviética e a extinção do Pacto de Varsóvia, a NATO é o derradeiro arsenal, unipolar, da guerra fria.

É o armazém da tralha de 46 anos de corrida armamentista e de chantagem nuclear. Não tem qualquer razão de existir, a não ser para fomentar o chorudo negócio do armamento, o poder do complexo e da clique militar-industrial que comanda a política americana, e dar emprego a milhões de apóstolos da guerra, formados em cursilhos na doutrina do poder e do terror militar, que agora pregam pelo Mundo, em vez da extinção do único bloco político-militar, o alargamento da NATO.

O objectivo é velho e relho. Já nos anos 60 do século passado, quando a NATO constituía o maior sustento do aparelho militar português nas guerras coloniais, os falcões da Aliança e os peneireiros de Lisboa sustentavam que o Trópico de Câncer deveria ser entendido "cada vez mais como um limite imaginário", de modo a não perturbar "a eficácia da Aliança". Mas terminada a guerra fria, não há justificação racional para a persistência e globalização da NATO. As ameaças invocadas - como o terrorismo ou a pirataria marítima - podem e devem ser enfrentadas num quadro multilateral de cooperação entre estados no seio nas Nações Unidos. E querer atribuir à NATO funções na luta contra o aquecimento global é o mesmo que entregar o comando das corporações de bombeiros a um incendiário. As guerras da NATO na Europa e no Médio Oriente contribuíram decisivame9nte para a destruição ambiental em vastas áreas do planeta.

Mas claro que a Cimeira vai aprovar tudo o que lhe aprouver. E assim será até que o mundo construído pelos senhores da guerra lhes rebente nas mãos.» (sublinhado meu)

João Paulo Guerra, no Económico.
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17.11.10

Diz que faltam 66 dias para as presidenciais…


… e eu nem quero acreditar que alguém com um staff que propõe este Hino de Campanha possa ganhá-las. Não se pode inventar um novo imposto para quem votar nesta candidatura?


Letra do hino oficial de campanha
Cavaco Silva 2011


Portugal com alma
Portugal com fibra
Portugal com rasgo,
Futuro e vida.

Portugal com génio,
Portugal que faça,
Portugal lutador
Uma força que abraça.

Erguer Portugal está na nossa mão.
Na minha, na tua, na nossa ambição.

Amar Portugal está na nossa mão.
Na minha, na tua, na nossa união.

Portugal alento
Portugal mais forte
Portugal coeso
Um rumo com norte.

Portugal paixão.
Portugal vontade.
Portugal erguido
Coragem e verdade.

Unir Portugal está na nossa mão.
Na minha, na tua, é nossa convicção.

Ganhar Portugal está na nossa mão.
Na minha, na tua, é nossa missão.

Erguer Portugal está na nossa mão.
Na minha, na tua, na nossa ambição.

Amar Portugal está na nossa mão.
Na minha, na tua, na nossa união.
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NATO – O que está em questão


Quando andamos todos distraídos com o folclore que a comunicação social nos traz sobre a actuação dos polícias nas fronteiras e o cerco a Lisboa no próximo fim-de-semana, vale a pena voltar ao essencial.

Relativamente leiga neste tipo de assuntos, tenho procurado ler, ver e ouvir o que encontro, numa tentativa de entender o que se vai passar em auditórios e corredores do Parque das Nações e nas manifestações programadas para as ruas de Lisboa.

Cito apenas a última emissão do «Expresso da Meia-Noite» (12/11/2010), da qual retive, para além de outros aspectos, duas ideias principais que resumo em menos de três linhas: trata-se de uma organização que anda à procura de uma (nova) razão de ser, numa tendência de securitização crescente, e é grande e perigosa a ambiguidade que reina quanto aos limites entre o seu campo de actividade e o da ONU.

Os 50 minutos do vídeo da SIC N:




O essencial da posição que José Manuel Pureza tomou no programa está resumido nesta sua intervenção na AR:



P.S. – Vale a pena dar uma vista de olhos ao curriculum de J. M. Pureza.
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Tiro liro ló


«Amado preenche o modelo de político em voga nos tempos medíocres que vivemos,"é bonito, apresenta-se bem,/ parece que tem/ uma face morena". Resta saber o que o distinguirá de Sócrates além do alfaiate.»
MAP, JN.
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A quem mando a factura? - Notícias de uma Cimeira (7)

Estive em Buenos Aires há sete anos e sempre pensei lá voltar. Não estava planeado que fosse agora, mas será se…

Se… o quê? Se conseguir sair desta terra sitiada onde os nossos governantes aceitaram (ou propuseram?) albergar uns senhores encartados que vão discutir para que serve exactamente a organização que os congrega. Prejudica-se toda uma cidade, mesmo um país, deslocam-se milhares de pessoas para um recinto, onde, até prova em contrário, nem se sabe se algo de significativamente importante poderá acontecer. Umas dezenas de actores e multidões de paparazzi que vão tirar umas fotografias e filmar cenas absolutamente triviais. Todo um absurdo, se pararmos um pouco para pensar que o progresso das telecomunicações já devia ser usado para evitar, ou pelo menos minimizar, estas invasões mais ou menos bárbaras e despudoradamente caras.

Mas regressando ao que interessa. É certo que, quando o meu grupo viajante projectou esta ida à Argentina e ao Chile, já se sabia que haveria guerreiros em Lisboa a 20 de Novembro, mas ninguém - nem nós, nem a agência de viagens, muito menos a Ibéria -, previu o arsenal que se preparava e partiu-se do princípio que a capital de um país tem sempre um aeroporto. Ilusão e erro que nos custará uma ida até ao Porto para conseguir chegar a Madrid, esperando que não exista nenhum VIP que resolva fazer por lá uma escala e fechar também os céus da Invicta... Rumaremos na véspera à margem Sul, para evitar cortes de acesso ao Norte... De carro, obviamente, porque já foram anunciados atrasos e interrupções também na circulação de comboios e não escaparíamos, pelo menos, a uma inspecção das malas onde levamos roupinha para dezassete dias, por polícias zelosos com esperança de lá encontrarem canivetes, catanas ou coktails molotov e de nos colarem na testa uma etiqueta de anarquistas.

Só não sei se devo mandar a factura de danos, gasolina e  portagens para Belém, para S. Bento ou para a Casa Branca.

P.S. - Ainda escreverei talvez sobre o que se vai sabendo das actuações policiais. Para já, leia-se este texto do Pedro Sales.
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Irlanda – Para memória presente


Duas entre milhares de citações possíveis:

«Pero el salto de Irlanda a la Unión Europea, junto con agresivas políticas económica pro empresariales, cambió todo eso. En poco más de un decenio, el llamado Tigre Celta se trasformó de una de las naciones más pobres de Europa Occidental a una de las más ricas del mundo. Su producto nacional bruto, que no llegaba a 70 por ciento del promedio de la UE en 1987, saltó a 136 por ciento del promedio de la Unión Europea para 2003, en tanto que el índice de desempleo se redujo a 4 por ciento, de 17 por ciento que era.» (2005)

«Se podría decir que el éxito de Irlanda se ha basado en la aplicación acertada de lo que los economistas llamamos políticas de oferta (las que mejoran y aumentan el tejido productivo), a su proximidad a EEUU, el idioma y los campos de golf (sin los cuales como es sabido no acude la IDE. ¿Podemos aprender, España, México, Italia, etc. algo del caso de Irlanda? ¿Se trata de una economía pequeña (como de juguete) y por tanto es fácil de gestionar? ¿Que perspectivas de futuro tiene Irlanda?» (2006)
Aqui.
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Soundscapes

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16.11.10

Conselhos úteis (5) - Esperteza


«Nunca esquecer que uma mentira repetida mil vezes se torna verdade.»

(Com dedicatória ao optimismo do eng. Sócrates.)
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Notícias de uma Cimeira (6)


(Via Jorge Conceição no Facebook)
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Mais Santana que Barroso


Este nunca foi maoísta… Sarkozy, aos 21 (1976).

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Austeridade? Sim, mas para os outros


A Administração da CGD teme fuga de quadros por causa dos cortes salariais e quer novo regime de excepção às regras definidas pelo plano de austeridade aplicável aos funcionários públicos, depois de ter escapado a um outro, há alguns meses.

«Sangria de quadros», risco de fuga para os bancos privados, dizem eles. Como se estes estivessem de portas escancaradas para aumentarem entusiasticamente os seus efectivos! Talvez alguns directores do banco público fugissem para Angola, isso sim. E daí?

Todos a tentarem açambarcar as baleeiras do Titanic, é o que é…

(Fonte)
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As Cidades e as Praças (34)



Praça Raekoja, Tallinn (2003)
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15.11.10

Realidade com ar de ficção


Quando eu comecei a mexer nestas maquinetas que dão pelo nome genérico de computadores, a maior em que pus as mãos foi esta, com uns míseros 30 K bytes de memória central. Ocupava grande parte de um andar da Rua Duque de Palmela, com chão falso debaixo do qual passava um emaranhado inconcebível de cabos, todo o conjunto arrefecido à custa de um potente sistema de ar condicionado.

A multiprogramação ainda estava a chegar (Power/VS…) e eu tinha de meter umas cunhas para conseguir uma hora de «máquina dedicada», entre as 4 e as 5 da manhã – o que era um verdadeiro luxo! Para quê? Para testar programas para o Banco de Portugal, que tinha então encomendado o seu primeiro computador, esperado para daí a mais ou menos um ano. No tempo das Invasões Francesas? Não, em meados de 1971.

Leio hoje que a IBM planeia construir supercomputadores com as dimensões de cubos de açúcar, a serem empilhados e arrefecidos por um complexo sistema de cascatas internas, em tubos com a espessura de um cabelo, e especialmente económicos em termos de gastos de energia.

A miniaturização para além do meu imaginário! E tentar visualizar um computador como se de um «canard» de tratasse…
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G20 - Resumo

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Notícias de uma Cimeira (5) - Quem não tem competência, não se estabelece



Organizem-se!
(Ou tivessem feito a Cimeira em Lisboa quando o Marquês de Pombal era assim...)
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Em defesa do direito à Cultura


Para:Primeiro Ministro; Ministra da Cultura; 13ª Comissão Parlamentar
Reunião da Plataforma das Artes – 13 de Novembro 2010 – Teatro São Luiz ´

Ex.mo Senhor Primeiro Ministro
Ex.ma Senhora Ministra da Cultura
Ex.mos Senhores Deputados da 13ª Comissão Parlamentar


APOIO ÀS ARTES

Considerando que a Cultura é um sector estratégico e estruturante para o país; considerando que a relevância política do Ministério da Cultura no actual Governo é praticamente nula, reflectindo-se num constante desinvestimento que contraria as repetidas promessas públicas do Primeiro Ministro; considerando o papel nuclear das artes na sociedade; considerando que o apoio às artes atribuído pela DGArtes significa apenas 10% do Orçamento para a Cultura e, portanto, 0,03% do Orçamento de Estado (o equivalente a três milímetros numa linha de 10 metros); a Plataforma das Artes toma as seguintes posições:

1 - Não aceitamos o anunciado corte de 23% no montante destinado ao apoio às artes, através da Direcção Geral das Artes. Consideramos que estes cortes, aplicados em contratos em vigor relativos aos apoios quadrienais poderão ser ilegais. Consideramos, porém, que o Ministério da Cultura não realizou esforços suficientes para minimizar estes cortes, esmagadoramente superiores ao corte de 8,8% anunciado para o Orçamento do Ministério da Cultura. Exigimos uma política de diálogo e procura de soluções em conjunto com os agentes culturais. Exigimos que ouçam as nossas ideias.

2 – Não aceitamos um Orçamento de Estado que esvazia o Ministério da Cultura da sua função. Os cortes anunciados no Orçamento do Ministério da Cultura não têm um real impacto no combate ao défice e comprometem irreversivelmente o tecido cultural português.


3 - Não aceitamos a desresponsabilização da Senhora Ministra da Cultura, que imputa ao Ministério das Finanças a responsabilidade dos cortes anunciados. Um governante deve ser responsabilizado pessoalmente pelas medidas que anuncia e aplica.

4 - Não podemos aceitar medidas que são ineficazes na diminuição do défice, mas comprometem o já tão fragilizado tecido cultural português e o direito constitucionalmente consagrado à fruição e criação culturais. Cortar no apoio às artes é cortar nos direitos dos portugueses. Por outro lado, estes cortes terão consequências sociais dramáticas, nomeadamente despedimentos e incumprimentos contratuais, numa área onde os trabalhadores pagam os mesmos impostos que quaisquer portugueses, sem acesso a protecção social.

5 - Exigimos que o Ministério da Cultura cumpra a lei e funcione. Exigimos a abertura dos concursos de apoio a projectos anuais e bienais em todas as áreas, dentro dos prazos legais, abrangendo o mesmo número de estruturas contempladas em 2010. Exigimos igualmente a garantia de abertura de concursos de apoio a projectos pontuais em todas as áreas, nos dois semestres de 2011, reforçando a sua importância no plano da inovação e renovação do tecido artístico. Não podemos aceitar que a Senhora Ministra da Cultura tenha tentado imputar ao sector a responsabilidade pela aplicação dos cortes, numa tentativa de dividir os agentes culturais. Não aceitaremos uma política que se encaminha para a extinção da Direcção Geral das Artes e, em última análise, para a extinção do Ministério da Cultura.


Notícias de uma Cimeira (3)


Informações sobre as manifestações previstas para Lisboa aqui e aqui.
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Prémios Blogo-Kula 2010



Isto hoje fia mais fino, porque estes prémios, criados pelo jpt lá na minha terra, são muito sofisticados!

Eu recebi o Kula-Bracelete (Comentador residente) e este blogue foi agraciado com o Kula-Colar (Blogue individual).

Passo o primeiro ao António P. e o segundo ao Activismo do Sofá.

O regulamento é este (não me peçam explicações, é melhor irem às fontes…):

Os Prémios Kula são braceletes e colares. Sabe-se que “exercem uma acção profunda sobre a vida dos bloguistas … os quais têm consciência da sua importância, pois as suas ideias, ambições, desejos e vaidades deles dependem em larga medida“. São atribuídos aos bloguistas (individuais, colectivos e comentadores residentes) de quem se gosta e/ou àqueles por quem se quer ser gostado. Dão-se no número que cada um entender. Mas devem ser entregues com bom senso, aos que se presume aceitarem os prémios e, por vezes, a quem os solicitar. E não devem ser recíprocos, uma devolução imediata será insultuosa. O fundamental: os prémios colares circulam no sentido dos ponteiros do relógio (navegando do ego/doador para a esquerda) e os prémios braceletes no sentido inverso (navegando do ego/doador para a direita).
Para aqueles que sempre reclamam objectividade e tendem a afirmar a existência de propósitos escondidos nesta actividade aqui recordo que nestes Prémios Blogo-Kula “o êxito depende muito da aparência da pessoa envolvida“, como disse o antigo bloguista Reo Fortune.

[Para mais informações consultar o regulamento do concurso: sinopse e documentação completa]
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14.11.10

Austeridade, ma no troppo?


O governo já veio justificar as 270 nomeações que fez desde que anunciou as medidas de austeridade contidas no PEC III (45 por semana). Serão, na sua maioria, substituições resultantes de concurso público e não representarão «aumento da despesa, porque são cargos que já existiam e para o qual a verba estava cabimentada», e porque as vagas serão, em regra, ocupadas por funcionários públicos (que, certamente, estavam a prestar serviços úteis noutros organismos, não?).

Mas o que não é dito, e seria interessante saber, é o número das que foram evitadas, ou seja quantas foram «poupadas» neste mês e meio. Então, sim, seria possível perceber se a austeridade que é imposta a todo o país está a ser aplicada severamente quando se trata de emagrecer os órgãos do Estado. Pois, mas talvez fosse exigir muito…

(Fonte)
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Notícias de uma Cimeira (2) - Do baú



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Da austeridade

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Este vídeo de Mark Blyth, agora legendado em português, já circula há algum tempo, mas aqui fica porque me parece uma excelente explicação para não iniciados.


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Ó Timor…



Há diversas reacções ao facto anunciado. A mais «realista» - a força do petróleo; a cínica – it’s business; uma terceira – a gratidão de quem foi ajudado.

Mas há outras possíveis. Rebobinemos a história, tentemos «ler» o que hoje os noticiários nos trazem em 1991, em 2000 ou mesmo em 2002. Absolutamente impensável, mesmo para os mais criativos!

Mas é um facto que, talvez curiosamente, leio como uma mensagem de esperança. Quando só se vê desânimo relativamente ao presente e ao nosso futuro próximo, ganhemos distância porque o mundo não acaba amanhã e melhores dias poderão vir, se fizermos por isso. Sobretudo se não deixarmos que a aparente falta de horizontes nos paralise porque aí, sim, mereceremos que os tempos negros continuem.
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