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24.3.12

Carga policial de 22 de Março – Moção de censura aprovada pelos protagonistas de 1962



Texto aprovado por aclamação, por mais de 400 pessoas que se reuniram na Cidade Universitária de Lisboa para comemorarem o 50º aniversário da Crise Académica de 1962:

MOÇÃO

Há 50 anos, a indignação perante uma carga policial sobre estudantes que pretendiam comemorar o Dia do Estudante deu origem ao luto académico que hoje aqui evocamos. 

Há dois dias, vimos nas televisões as imagens de polícias carregando de novo sobre jovens, com uma violência desmedida e desproporcionada. Mais vimos o espancamento de jornalistas, pondo em risco a isenta cobertura da carga policial. 

Os jovens de 1962 não podem tolerar em democracia o que repudiavam em ditadura. Assim, os participantes na Crise Académica de 1962, reunidos na Cantina da Cidade Universitária em 24 de Março de 2012, decidem: 

- Manifestar o seu repúdio pelos actos de violência policial verificados em Lisboa e no Porto a 22 de Março de 2012; 

- Dar conhecimento desse repúdio a Suas Excelências o Presidente da República, a Presidente da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro; o Ministro da Administração Interna, o Inspector-Geral da Administração Interno e o Sr. Provedor de Justiça, assim como aos órgãos de Comunicação Social. 

Cantina da Cidade Universitária 
24 de Março de 2012
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4 comments:

Osvaldo Castro disse...

Cara Amiga Joana Lopes,

Abraço pela Crise de 62...como saberá, a minha foi a de 1969, em Coimbra, mas com base na recolha da V/ experiência.
Obrigado pelo link.
Grande Abraço
Osvaldo Castro

Joana Lopes disse...

Obrigada eu, Osvaldo Castro, pelas suas «visitas». Hoje, foi um dia importante.
Abraço

Rogério Pereira disse...

Caso fosse conhecido isto talvez houvesse lugar a outra redacção. Mas assim, não está mal.

meirelesportuense disse...

Custa-me a aceitar que tivesse existido concertação na provocação, custa-me porque acho abominável, mas já na Manifestação dos indignados vi gente que me pareciam ser polícias à paisana no meio dos manifestantes junto à Assembleia da República e até em lugares salientes, onde se lançavam em comportamentos agressivos sobre a Polícia, estranhei que passassem incólumes no que depois se passou, por isso fiquei com muitas reservas e dúvidas sobre os seus perfis...Mais tarde surgiram dados sobre a existência de alguns indivíduos infiltrados...A CGTP e a Esquerda Institucional, já conhece muito bem estes processos.
Por isso tenta evitar ao máximo comportamentos e excessos que permitam justificar a repressão das suas movimentações...Os que se abalançam por caminhos mais individualizados ou à margem das grandes Organizações têm que aprender a saber defender-se.
A verdade é que provocadores e infiltrados sempre existiram, é um clássico dos Movimentos Sociais...
Depois há sempre muitos que são saudosistas do tempo em que "malhar" era Legal e Necessário para a Tranquilidade Social...