Páginas

3.5.14

Lido por aí (30)


@João Abel Manta

* Putin's Not Post-Communist, He's Post-Fascist (Jan Fleischhauer)

* Soylent Orange (Paulo Pinto)

* Gabo, de principio a fin (Antonio Muñoz Molina)
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De lilás vestida



... tal como os pirilampos, ela exclama: «O mês de maio é um mês para pirilampar!»

E 2016 ainda tão longe!
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3 de Maio



3 de Maio rima com Paris, com 1968 e com os sonhos em que tudo parecia possível.

Ler AQUI um post escrito há um ano.
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2.5.14

Do sistema



Sistema/1

Os funcionários não funcionam. Os políticos falam mas não dizem. Os votantes votam mas não escolhem. Os meios de informação desinformam. Os centros de ensino ensinam a ignorar. Os juízes condenam as vítimas. Os militares estão em guerra contra os seus compatriotas. Os polícias não combatem os crimes, porque estão ocupados a cometê-los.
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados.
O dinheiro é mais livre que as pessoas. As pessoas estão ao serviço das coisas.

Eduardo Galeano, O livro dos abraços

Bispos contra «barrigas de aluguer»



Ainda que mal pergunte: que têm os senhores bispos a ver com este assunto, para que a própria Conferência Episcopal se prenuncie sobre o tema?


É que nem me parece que estejam em causa quaisquer princípios que tenham a ver com a doutrina da Igreja! É mais ou menos como se os deputados da Assembleia da República emitissem um comunicado sobre o celibato dos padres, não? 


P.S. – Não resisto a copiar para aqui dois comentários, um que alguém me deixou no Facebook, outro aqui da caixa de comentários:
«Aquando da Anunciação, o Altíssimo e Todo Poderoso Javé, por obra e graça do Espírito Santo, não pôs um bebé no ventre da mulher de José?»
«Os bispos não se recordam de um muito discutido caso de uma barriga alugada há cerca de 2014 anos?»
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Lido por aí (29)

Vencidos da Vida



«A comunicação ao país sobre como o Governo vai guiar os portugueses a fingirem que a troika já não manda nas decisões nacionais é um filme de "suspense" que Alfred Hitchcock gostaria de rodar. Porque é uma "janela indiscreta" saloia e típica desta profunda crise moral e cultural (além de económica e política) em que vivemos. (...)

Portugal está a transformar-se numa zona árida: de ideias, de riqueza, de portugueses. E a elite parece resignar-se a isso, apenas para conseguir garantir os seus privilégios e os negócios que a troika lhes permite com um sorriso cândido.

Ao terem de optar por uma estrada nacional sem sentido porque não há dinheiro para pagar a qualidade da auto-estrada, os portugueses limitam-se a replicar aquilo que se vê nos supermercados: a hegemonia das marcas brancas mais baratas e o desaparecimento das marcas alternativas que outrora espelhavam a possibilidade de escolha no mundo do consumo. Portugal ficou mais pequeno e mais indigente.

E, claro, numa sociedade assim é difícil que floresça a cultura, a educação, a saúde ou uma qualquer ideia de futuro. (...) Esta é a nova versão dos "Vencidos da Vida", farsa de um grupo de almoçaristas que agora se alarga a todo um país. Que, vencido, olha novamente para lá do horizonte. Porque já não consegue identificar-se com a terra que ama e onde nasceu.»

Fernando Sobral, no Negócios.
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1.5.14

Futurologia


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Em 74 foi assim




Aqui, outro vídeo da RTP, com o comício no fim da manifestação, discursos incluídos. 
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Triste espectáculo sindical



Neste país minúsculo, 40 anos não chegaram para as duas centrais sindicais festejarem em conjunto o Dia do Trabalhador, mesmo no estado em que o país está.

Uma coisa é defender-se consensos políticos absurdos entre partidos só «porque sim», outra bem diferente é este espectáculo divisionista dos sindicatos. Depois queixam-se de serem considerados correntes de transmissão de partidos! São mesmo.
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1º de Maio – Os Mártires de Chicago



A história da origem do 1º de Maio como Dia do Trabalhador é conhecida, os dois vídeos recordam as manifestações pela redução do horário de trabalho para oito horas, nas ruas de Chicago, em 1 e 5 de Maio de 1886, a repressão, a condenação à morte e execução, em 11 de Novembro de 1897, dos «Mártires de Chicago».

http://en.wikipedia.org/wiki/Haymarket_affair Um deles, August Spies, pouco antes de morrer, deixou um aviso: «Virá um tempo em que o nosso silêncio será mais forte do que as vozes que hoje estrangulais».




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30.4.14

Saigão, 30 de Abril de 1975



Há 39 anos, a rendição de Saigão (actual Ho Chi Minh) pôs fim à Guerra do Vietname – ou «Guerra anti-Yankees», como lhe chamam os vietnamitas – guerra que durou quase duas décadas e se saldou, como é sabido, por uma estrondosa derrota dos norte-americanos.

Foi motivo para grandes contestações enquanto durou, despertou para a política toda uma geração, nos Estados Unidos e não só, esteve na origem de protestos um pouco por toda a parte. Até em Portugal, em tempos de fascismo e apesar de proibidas, tiveram lugar pelo menos duas manifestações em Lisboa, em 1968 e em 1970. Quem lá esteve lembra-se certamente da polícia a pé e a cavalo, na Duque de Loulé (era lá que se situava então a Embaixada dos EUA), a dispersar tudo e todos à bastonada.

Mas confesso que só interiorizei verdadeiramente a dimensão do que foi o conflito em questão quando estive no Vietname, há cerca de cinco anos.

Nunca esquecerei o War Remnants Museum, um dos mais terríveis que percorri, onde se encontram muitas imagens, instrumentos de tortura e outros pavorosos testemunhos da ferocidade de que o homem foi e é capaz. Foi muito difícil percorrê-lo depois de ter visitado Cu Chi, «Terra de ferro, cidadela de bronze», como se autodenomina, localidade a 60 quilómetros a Noroeste de Ho Chi Minh, que se orgulha de ter contribuído de um modo muito especial para a vitória da «Guerra anti-Yankees». É lá que se encontram 200 quilómetros de túneis que serviram de vias de comunicação, de esconderijo, de hospitais, e até de salas de parto, para os resistentes vietnamitas. Se tinha lido varias descrições, o que vi toca os limites do inacreditável.

E, para além de tudo isto, é quase impossível perceber como é que os americanos alguma vez acreditaram que podiam ganhar aquela guerra, apesar dos dois milhões de mortos que ficaram para trás.

Dois vídeos, um sobre o Museu, outro sobre os túneis de Cu Chi:




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Passos Coelho escreve-lhe uma carta



Ricardo Araújo Pereira «revela» carta de Passos Coelho, em formato semelhante a tantos pedidos que chegam regularmente às nossas caixas de correio:

«Estou Sr. Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal, eleito em 2011.
Agora quero proponho negócio a você do interesse de você. O negócio envolve grande aumento do salário mínimo para você, que pode ascender a vários milhares de cêntimos. E ofereço ainda a você espectacular redução em 5% do preço do gás natural. (...) Em troca necessito apenas de mais alguns cortes em salários e pensões de familiares de você, terminar mais serviços públicos...», etc., etc., etc.

Na íntegra AQUI.
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Um belo projecto


... e tem nome português: o do fotógrafo João Pina.


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Escolher entre a propriedade e a vida



Crónica de Diana Andringa, ontem, na Antena 1:

Logo de manhã, oiço na rádio que cinco autocarros foram incendiados numa favela do norte do Rio de Janeiro, depois da morte de um jovem de 17 anos, baleado pela polícia, no decurso de uma acção policial contra o narcotráfico. Segundo a polícia militar, o jovem encontrava-se armado, num carro roubado e estaria ligado ao tráfico de droga naquela favela.

Sei que o último acontecimento é aquele que se privilegia na notícia e que esse foi a queima dos cinco autocarros. Mas não consigo deixar de me perguntar se a recepção não seria diferente se, por hipótese, fosse a morte do jovem a destacar-se: «Jovem de 17 anos morto pela Polícia numa favela do Rio de Janeiro. Como forma de protesto, cinco autocarros foram queimados pela população».

É a mesma coisa? Não, não é a mesma coisa. É o dar maior importância àquilo que é importante, a vida de um jovem de 17 anos – mesmo que, por hipótese, a Polícia Militar fale verdade e seja um delinquente – e não aos bens que, ao contrário desse jovem, podem ser substituídos. É, entre a propriedade e a vida, escolher a vida.

«Mesmo que a Polícia Militar falasse verdade», disse. Permito-me desconfiar das autoridades? Sim. Sei que passaram 40 anos sobre o 25 de Abril, mas não me fazem esquecer que polícias e procuradores e juízes puderam, durante anos, subscrever informações falsas. Há muitos anos, um grande jornalista brasileiro, Caco Barcelos, teve a coragem de analisar centenas de mortes de jovens brasileiros que, segundo a polícia de S. Paulo, eram delinquentes e tinham sido mortos por disparar contra a polícia. Encontrou muitos e muitos casos em que os jovens não tinham cadastro e tinham sido mortos com tiros na nuca. Os carros ditos roubados eram, por vezes, dos seus pais, que tinham permitido que os guiassem. Tendo lido o livro – por sinal disponível na net, Rota 66 , Rota meia-meia – a dúvida metódica parece-me de rigor.

De rigor parecer-me-ia também, que, um dia, contabilizássemos sem pudor as vítimas das muitas guerras ditas contra o narcotráfico e as comparássemos com as vítimas das drogas traficadas. E que pensássemos, seriamente, se não estaríamos a repetir os erros da lei seca – sobre cuja bondade tantos livros e filmes nos deixaram sem ilusões – e se não seria mais sensato pôr-lhe fim, retirando aos traficantes o controlo do comércio.

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29.4.14

Lido por aí (28)

Gansos sem penas



«Jean Baptiste Colbert, o ministro das Finanças de Luís XIV de França, era um homem de acções firme e de língua afiada. Por um lado colocou na praça pública os gastos excêntricos do Rei Sol, mas por outro tinha a noção das necessidades de financiamento das despesas do Estado.

Por isso ficou célebre a forma como via os contribuintes: “A arte da tributação consiste em depenar o ganso de modo a obter a maior quantidade de penas com o menor volume possível de grasnido”. A grande “reforma” do Estado e o combate à dívida e ao défice fizeram-se, em Portugal, à custa de depenar os gansos contribuintes, procurando que estes se cansassem de protestar. (...)

Os gansos ou pagam ou emigram. Dependendo da sua capacidade de voo. Mas, sem penas, ainda vão ter muito frio no futuro.»

Fernando Sobral, no Negócios.
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À espera do DEO


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A resolução da crise entregue ao acaso?



Sem surpresa, discordo globalmente de um texto de opinião de Joaquim Aguiar, hoje publicado no Negócios. Discordo dele há décadas mas nunca deixo de o ler (*). 

Mas realço, colocando no contexto, esta frase lapidar: « se não se rejeitar o que produziu a crise, esta será cada vez mais grave, até que a força do absurdo entregue ao acaso a resolução da crise».

«É natural que se multipliquem os protestos contra a situação. Mas se não se rejeitar o que produziu a crise, esta será cada vez mais grave, até que a força do absurdo entregue ao acaso a resolução da crise. A origem da situação está no sistema político, onde os candidatos seduzem os eleitores com as promessas que lhes apresentam e os eleitores se deixam iludir acreditando que essas promessas são realistas e realizáveis. (...) Os que protestam contra a situação estão, de facto, a protestar contra os candidatos (que seduziram pela ilusão) e contra os eleitores (que se deixaram seduzir pela ilusão).»

Creio que a frase em questão retrata bem o estado de espírito, inconsciente ou não, de uma parte significativa dos portugueses: a esperança de que um providencial acaso venha em breve salvá-los e que a tal força de um absurdo que não entendem ganhe a batalha contra ventos e marés, sem que se sintam obrigados a grandes esforços ou aventuras para nela participarem. Porque nem todos os fados acabam em tragédia e «isto há-de ir». Entretanto, vão protestando e votando (pouco) sem grandes riscos, esmagadoramente nos mesmos, porque «são todos iguais mas ainda assim..». E continuam a jogar na raspadinha. 

 (*) O link pode só funcionar mais tarde.
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28.4.14

Os que vão morrer, te saúdam!


A Ana Cristina Leonardo tem desprezado muito a sua Pastelaria, mas anda bem activa no Facebook e divulgou hoje lá este texto que deixo aqui na íntegra:

Os que vão morrer, te saúdam!

Pronto. Já está. Já passou. Já foi e não doeu nada. Daqui a 10 anos, os sobreviventes festejarão de novo a data apesar do reumático. A pergunta “onde é que você estava no 25 de Abril?” fará cada vez menos sentido e haverá cada vez mais gente a baralhar 1974 com 1794, ano em que Robespierre mandou guilhotinar Danton, para morrer ele próprio de cabeça decepada pouco tempo depois, episódio que ainda hoje contribuirá em muito para fundamentar a ideia de que a natureza humana é mesmo do piorio.

Por cá, tivemos o Salgueiro Maia mas, ainda assim, há quem ache que nunca fiando... “O caso do Salgueiro Maia é um caso comovente, para nós portugueses e para nós sociedade foi um bem ele ter morrido. É muito cru dizer isto, para a família e para ele é uma infelicidade, mas nós precisávamos de um puro. (...) Se ele continuasse a viver não sei se aguentaria isso. Não é possível tanta aspiração de beleza e de pureza numa figura viva”, resumiu cruamente Lídia Jorge, naquilo que poderá ser interpretado como uma defesa do axioma “um herói bom é um herói morto”, e isto apesar de Tolstoi se ter fartado de escrever romances que provam o contrário.

Claro que Tolstoi só há um e mais nenhum, mas se o cinismo entretanto não nos matar a todos, e a descrença não nos liquidar de tristeza, alguns estarão cá para os festejos, portanto, daqui a 10 anos, mas daqui a 100, pevides.

Daqui a 100 talvez nem haja Portugal, conforme apontam as estatísticas da nossa escassa reprodução, cumprindo-se por essa via (ínvia?) o desabafo de Sena: “O nosso problema não é salvar Portugal, é salvarmo-nos de Portugal”.

O tempo, esse grande escultor, aproximará ainda mais o 25 de Abril do 5 de Outubro, mandando para o galheiro da História as declarações pomposas de Luís Montenegro (que, aliás, tinha um ano e usava fraldas no 25 de Abril): “Isto não é o 5 de Outubro na Praça do Município”, justificando assim o inconseguimento de não deixarem falar os militares de Abril na Assembleia da República, e eu se fosse militar também me chateava, pá e mandava o Luís Montenegro mudar de fraldas (citando naturalmente Eça...), já que a ingratidão é uma coisa muito feia e esta coisa do “25 de Abril é de todos”, como disse o ministro da Defesa, pode cair muito bem num salão 40 anos depois, mas o facto é que alguém teve de dar o corpo ao manifesto que não se foi lá por geração espontânea nem por obra e graça de nenhum soft power sagrado. 
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Eleições insólitas



No está convencido. No está para nada convencido.
Le han dado a entender que puede elegir entre una banana, un tratado de Gabriel Marcel, tres pares de calcetines nilón, una cafetera garantida, una rubia de costumbres elásticas o la jubilación antes de la edad reglamentaria, pero sin embargo no está convencido.
Su reticencia provoca el insomnio de algunos funcionarios, de un cura y de la policía local.
Como no está convencido, han empezado a pensar si no habría que tomar medidas para expulsarlo del país.
Se lo han dado a entender, sin violencia, amablemente.
Entonces ha dicho: “en ese caso, elijo la banana”.
Desconfían de él, es natural.
Hubiera sido mucho más tranquilizado que eligiese la cafetera o por lo menos, la rubia.
No deja de ser extraño que haya preferido la banana.
Se tiene la intención de estudiar nuevamente el caso.

Julio Cortázar


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Lido por aí (27)

FMI, o sinaleiro



«O FMI sai, mas fica. Vai e volta. Com o estatuto de observador e de, se as coisas correrem mal, cobrador do fraque. Funcionará como polícia sinaleiro e fiscal. Com um apito estridente, presume-se. E, segundo parece, até pode funcionar como uma sucursal da EMEL, aplicando multas porque Portugal não colocou a moeda a tempo e horas no parquímetro.
Se o país se portar mal, se não cumprir a austeridade e o pagamento da dívida, se não encolher ainda mais salários, pensões e compensações por despedimento, os homens sem rosto enviam por carta registada a pena a que ficamos sujeitos. (...)

Continuará o sol a ser grátis? A confusão, a desertificação do interior e a emigração forçada continuarão, escondidas pelo “sucesso” junto dos mercados e pela “libertação” financeira. (...)
O modelo aplicado a Portugal apenas está preocupado com as vertentes da dívida e do défice. O resto é irrelevante. E o que preocupa é que a classe política continua incapaz de apresentar um modelo estratégico (económico e social) para Portugal. Como se tudo isto fosse normal e que, com mais ou menos polícia do FMI por perto, a vida fosse voltar ao normal. Não vai.»

Fernando Sobral, no Negócios.
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27.4.14

E nós com ele


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A pagela do dia



«O cardeal Wojtyla, dito João Paulo II, subiu aos altares da Igreja Católica, célere como poucos. Há 27 anos apenas estava na varanda reproduzida nesta foto ao lado do general Augusto Pinochet, presidente do Chile por graça de um golpe militar que custou milhares de vidas de democratas e deu asas económicas aos "rapazes de Chicago" para que a ditadura neoliberal tomasse as rédeas do mundo.

Ronald Reagan e Margaret Thatcher foram amigos dilectos do papa Wojtyla e todos eles colaboraram intimamente na modelação temporal de um mundo guiado pela teologia do mercado, pela infalibilidade do dinheiro, pela santificação das praças financeiras. Exemplo grande dessa obra é a Polónia nascida com a inconfundível marca - espiritual e temporal - de Wojtyla, ponta de lança do novo militarismo na Europa, uma das bases a partir das quais os Estados Unidos e a União Europeia cuidam da nazificação da Ucrânia. A canonização do cardeal Wojtyla, feito papa depois da morte misteriosa e ainda inexplicada de João Paulo I, é toda ela um milagre à medida dos dias terríveis e ameaçadores que o mundo atravessa.»

P.S. – Pretexto também para sublinhar o lançamento, no passado dia 25, de Jornalistas sem Fronteiras – leitura incontornável, a partir de agora.

Rescaldo


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«Declaração de Entrega dos Ex-Membros do Governo»



Este documento é magnífico!

No dia 26 de Abril de 1974, «foram entregues» no Funchal, pelo comandante do avião que as levou de Lisboa, as «seguintes entidades»: Américo Tomás, Marcelo Caetano, Silva Cunha e Moreira Baptista.

O governador militar assina a aceitação da «mercadoria» e o Chefe do Estado Maior / CTIM autentica. Tudo ordeiramente, na maior das legalidades – estranho ou não, mas foi assim.